Chefe x Funcionário – Uma relação de amor e ódio

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Por A Bordo da Comunicação | Comunicação Organizacional, Extras | 15-07-2010

Quem toma conta da seção Extra hoje é Anderson Villela, webdesigner, apaixonado por Marketing e Mídias Sociais. Atualmente, atua na área de criação de uma agência de comunicação. E é editor do blog do Villela.

Uma relação de amor e ódio. Por que digo isso? Em um dia seu chefe é bacana, aumentou seu salário; no outro ele é um infeliz, um mal educado, só pensa nele e bla bla… Enfim, vamos à situação.

Numa empresa que se preze e que tem um líder – seja ele o próprio dono da empresa ou não –, esse líder tem que ao menos demonstrar respeito e ser respeitado. O que não vem acontecendo com algumas empresas. Diretores, gerentes e outros superiores estão se achando a última bolacha do pacote; não respeitam mais seus funcionários.

É certo que existe uma regrinha chamada “hierarquia”; considerável desde que haja respeito.

Ainda que você seja o dono da empresa, por favor, respeite seu funcionário. Ele está lá para colocar sua empresa para frente; a era da escravidão acabou.

Hoje, um funcionário de uma empresa pode ser citado como um colaborador, pois ele sai da casa dele todos os dias, faça chuva ou faça sol, para ajudar uma empresa a gerar receitas. No entanto, se ele não for tratado com respeito e o mínimo de reconhecimento, a primeira atitude dele, provavelmente, será trabalhar de forma reduzida, a ponto de ter um atraso nos serviços, comprometendo a qualidade. Logo, esse colaborador será mandado embora e você terá um desfalque em sua equipe.

Mas, porque tudo isso aconteceu? De quem foi a culpa? Será que foi do funcionário? A resposta parece óbvia e clara; foi do senhor seu Diretor ou Gerente.

Não é porque o funcionário (ou colaborador) ganha para prestar determinado serviço para uma empresa, que ele é obrigado a ouvir seu patrão, líder ou chefe gritando, o maltratando ou até mesmo o xingando. O mercado de trabalho é vasto, e se hoje ele está ganhando “x” em certa empresa, de repente, por simples ato impensado de ignorância, pode ir para o concorrente, ganhar o mesmo ou pouco mais, sendo que pode ter saído de tal empresa a qual poderia ajudar a prosperar, colocando em prática seus talentos e potenciais. Por isso, é preciso que superiores prestem atenção em seus atos, que não sejam negligentes e intransigentes, que tratem bem seus funcionários, agindo com respeito, para que, com o auxílio do fator humano, sua empresa trilhe o caminho do sucesso.

Com essa tônica, reproduzo texto de autor não identificado, que recebi por e-mail do meu amigo Newton Alexandria:

Na sala de reunião de uma multinacional, o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um, ameaça: “ninguém é insubstituível.”

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham. Alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.

De repente, um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:

– Alguma pergunta?

– Tenho sim. E Beethoven?

– Como? – o encara o diretor confuso.

– O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?

Silêncio…

O funcionário fala, então:

– Ouvi essa estória esses dias, contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal, as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para pôr no lugar.

Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santo Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? Etc.

Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostavam e o que sabiam fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora de os líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento de suas equipes, focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus “erros/deficiências”.

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico… O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente/coordenador ainda está focado em “melhorar as fraquezas” de sua equipe, corre o risco de ser aquele tipo de líder/técnico, que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.

Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos, não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados. Apenas peças.

Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões “foi pra outras moradas”. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: “estamos todos muito tristes com a ‘partida’ de nosso irmão Zacarias… e hoje, para substituí-lo, chamamos: ninguém, pois nosso Zaca é insubstituível”

Portanto, nunca esqueça: Você é um talento único. Com toda certeza ninguém te substituirá!

Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso.

No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é, e outras que vão te odiar pelo mesmo motivo. Acostume-se a isso, com muita paz de espírito.

É bom para refletir e se valorizar.

Um bom dia… Insubstituível!

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Comments (6)

Então Ludmila, eu não concordo que isso seja para o funcionário, pois nesse texto cito um problema que aconteçeu comigo, e no meu caso eu sempre fui um funcionário que gostou de agregar valores para empresa, e o diretor por um momento de descontrole agil de forma super estupida comigo, então não é culpa minha, por isso coloquei esse texto mail voltado para os diretores e não para os funcionários!!

Olá insubstituível (como eu), rs.

Muito bom este texto, bem estimulante, mas serve para os funcionários e não para os chefes “mau-humorados”.
Acredito que toda empresa deve ter uma boa equipe de gestão de pessoas atuando de forma integrada à de comunicação, no sentido de traçarem estratégias para deixar o ambiente de trabalho harmonioso e benéfico para todas as partes.
Convivo com pessoas que possuem o perfil deste chefecitado no texto e acredito que um bom acompanhamento profissional resolva, de preferência, com psicólogo. Geralmente se tratam de pessoas altamente estressadas ou inseguras.

Um abraço!

Conheçam o meu blog: http://www.ludscosta.blogspot.com

Excelente texto, Anderson. Mostra que o chefe deve ter a capacidade de estimular as qualidades e capacidades dos colaboradores. Porém, deve-se ter uma postura de líder. Um bom líder a ser seguido e não um chefe que deve ser obedecido!

Excelente texto. Mostra de forma sutil o pensamento moderno de relações empresariais que a Juliana resumiu muito bem.

Obrigado galera pelos comentários, o que eu quis expressar com esse texto nada mais é do que um descaso que os gestores fazem com seus colaboradores! Claro que é isso não é 100% mais o descaso é grande.

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