| Por A Bordo da Comunicação | Comunicação e Marketing, Notícias e Eventos | 21-06-2010 |
Por Jéssica Lima
Não sei quantos de vocês viram o comercial da ESPN para a Copa do Mundo, mas, em 60 segundos, Bono Vox transmite a seguinte mensagem:
“It’s not about politics or religion or the economy.
It’s not about borders, history, trade, oil, water, gas, mineral rights, human rights, or animal rights.
It’s not about global warming, global pandemics, globalization, GDP, NATO, or Kyoto.
It’s not about elections or sanctions, proliferations, he said, she said, my land, your land, no man’s land.
It’s not about the stock market, black market, orange alerts, green homes, hope, change, fear or loathing.
It’s not about Communism, Socialism, or Capitalism, war or peace, love or hate.
This is about the one month every four years when we all agree on one thing: 32 nations, one world watching 2010 FIFA World Cup.”
Livre tradução:
“Não é sobre política ou religião ou a economia. Não se trata de fronteiras, história, comércio, petróleo, água, gás, direitos minerais, direitos humanos, ou dos direitos dos animais.
Não é sobre o aquecimento global, as pandemias mundiais, a globalização, o PIB, a OTAN, ou Kyoto.
Não se trata de eleições ou sanções, proliferações, ele disse, ela disse, a minha terra, sua terra, terra de ninguém.
Não é sobre o mercado acionário, mercado negro, alerta-laranja, esperança, mudança, medo ou repugnância.
Não é sobre o comunismo, socialismo ou capitalismo, guerra ou paz, amor ou ódio.
Trata-se de um mês a cada quatro anos, quando todos concordam em uma coisa: 32 nações, um mundo assistindo à Copa do Mundo FIFA 2010″.
15/06/2010 – Brasil X Coreia do Norte
A cidade de São Paulo simplesmente parou, nosso horário de pico mudou para as 14hrs, o metrô estava insuportável, as pessoas estavam correndo nas ruas para chegar a tempo do jogo; parecia que um Tsunami estava vindo. Já às 15h30, você não via uma única alma na rua.
Durante um mês estaremos envolvidos por uma única causa, mas temos que lembrar que a fome ou AIDS na África não acabaram. Por mais fanática que eu seja por futebol, é preciso aceitar o fato que esse esporte ocupa proporções gigantescas. Isso pode ser algo bom ou ruim; depende de como nós, comunicadores, iremos utilizar.
Concordo com Bono; todos nós estamos afetados por uma síndrome chamada Copa do Mundo, verde e amarelo estão por todos os lugares, deixamos todos nossos problemas para segundo plano, durante 90 minutos o que importa é o que acontece dentro daquele gramado. Por isso que os direitos de arena têm valores exorbitantes. Mas quero alertar a todos que, daqui a quatro anos, iremos receber um dos maiores eventos do mundo. Temos que ter em mente exatamente como e o que queremos transmitir. Todas as empresas terão espaço se elas forem inteligentes.
20/06/2010 – Brasil X Costa do Marfim
Acredito que os bares tiveram um lucro sem limite; proporcionar momentos únicos não tem preço, mas o seu retorno tem. Digo isso porque quando se trata de esporte, você começa a falar de atributos; você nunca assistirá a um jogo em um lugar que você não se sente bem, por isso os gerentes têm 90 minutos para te conquistar.
Acredito que nesta copa está faltando comunicação. Acredito que as empresas poderiam ter se envolvido mais; alguns comerciais são uma lástima. Temos uma grande parte da população em bares e restaurantes e 100% dela com todas as televisões ligadas, mas parece que algumas empresas decidiram só assistir ao jogo, ao invés de fazer parte. Não é somente enfeitar a entrada ou fazer um comercial qualquer para dizer que apoia.
Conferi várias ações ótimas de patrocinadores em bares, mas me desapontei com os comerciais da TV. Lembram do Super Bowl? Pois é o evento com intervalo comercial mais caro do mundo. Temos que estar atentos que o nosso público está concentrado em três locais: TV, Rádio e Internet/Redes Sociais. Portanto, é até clichê dizer que é preciso estar onde o cliente está.
É preciso criar oportunidades, abrir os olhos, como já dizia o provérbio chinês: “há três coisas que jamais voltam: a flecha lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida”. Em termos de negócios, esta Copa já foi; em 2014 nós temos apenas uma chance para acertar.
Durante esses quatro anos, o Brasil estará em reforma e todos nós, comunicadores, também!
No esporte você lida com atributos como garra, sonhos, perseverança, confiança, paixão, resiliência, talento. Me diga qual marca não quer agregar isso a ela? “O esporte é um teatro onde pecador vira santo e um homem comum se torna um herói incomum, onde o passado e o futuro podem fundir-se com o presente”. George A. Sheehan
Termino este post com um trecho do livro Money and Class in America, de 1988, do Lewis H. Lapham, numa tradução livre, para vocês refletirem.
“Ao contrário de qualquer outro negócio, o esporte precisa manter a ilusão de inocência perfeita. A montagem dessa ilusão define o objetivo e as contas para a imensa riqueza dos esportes no país. É a cerimônia da inocência que os fãs pagam para ver – e não o campeonato ou o jogo ou os dois, mas o ritual retrato de um mundo em que pára o tempo e toda a esperança permanece plausível, na qual todos os presentes possam recuperar a confiança inocente de uma criança, onde as forças da luz sempre triunfam, sobre os poderes das trevas.”













"Não é sobre o aquecimento global, as pandemias mundiais, a globalização, o PIB, a OTAN, ou Kyoto."
É e não é uma grande causa. É uma causa onde realmente paramos e assistimos ao que acontece dentro daquele retângulo. É a causa do futebol, do esporte que une todos ao redor do mundo, uma espécie de confraternização em torno da redonda. Esqueçamos os negócios, vivamos a paixão!!!
Agora, que muitas empresas pisam na bola e não sabem aproveitar o momento, isso é fato. Campanhas na TV sem sentido algum, o mero vínculo ao evento sem mesmo saber o porquê e como comunicar isso ao público são realmente uma lástima. O problema é que temos tanta paixão e muitas empresas e publicitários não captam isso, ou na tentativa de fazer algo diferente acabam errando a mão.
Teremos a nossa chance de organizar um Mundial. Vamos errar, mas que o saldo seja positivo – e principalmente, a imagem do Brasil seja coerente e melhor.
E que venha o caneco nesta e que venha 2014!!!
Amplexos,
@oPolivalente
[...] 20/06/2010 – Brasil X Costa do Marfim Acredito que os bares tiveram um lucro sem limite; proporcionar momentos únicos não tem preço, mas o seu retorno tem. Digo isso porque quando se trata de esporte, você começa a falar de atributos; você nunca assistirá a um jogo em um lugar que você não se sente bem, por isso os gerentes têm 90 minutos para te conquistar. Leia +. [...]