| Por A Bordo da Comunicação | Relacionamento, Relações Públicas | 07-06-2010 |
Por Andrea Gomes
Hoje no A Bordo da Comunicação, damos boas vindas para a Andrea Gomes, será nossa nova colaboradora. Ela está cursando o 7º período de Relações Públicas na ESURP-PE, trabalha há 2 anos como Assistente de Relações Públicas no Setor de Comunicação e Marketing da Farmácia Roval de Manipulações em Recife, onde é responsável pela implantação e monitoramento das mídias sociais.
Ombudsman ou ouvidor? Para a Associação Brasileira de Ouvidores (ABO), os dois termos podem ser usados, pois são praticamente sinônimos. O termo ombudsman é aplicado na iniciativa privada, enquanto o de ouvidor, na administração pública. Sua função básica é ser representante do cidadão/cliente, estabelecendo um elo imparcial entre a instituição e seus clientes/cidadãos, de forma a receber suas reclamações, sugestões e solicitações. Cabe ao ouvidor/ombudsman encaminhar as recomendações ou críticas à instituição.
Segundo Philip Kotler, em seu livro Administração de Marketing, “uma instituição pode perder até 80% dos seus clientes muito insatisfeitos; 40% dos insatisfeitos; 20% dos indiferentes; e talvez 10% dos satisfeitos, mas, quanto aos clientes muito satisfeitos, apenas 2%.”
Quanto aos clientes muito insatisfeitos, 95% não reclamam; simplesmente mudam de organização. Ou seja, se o cliente reclama é porque ele se preocupa em continuar seu cliente.
Kotler afirma: “Dos clientes que registram uma reclamação, entre 54% e 70% voltarão a fazer negócios com a organização se suas reclamações forem resolvidas. O percentual chega a 95% se eles sentirem que foram atendidos rapidamente”. Mas, infelizmente, a realidade é que apenas metade dos que reclamam, afirmam receber uma solução rápida e satisfatória para o problema.
Outra estatística importante é que, em média, um cliente satisfeito conta para 03 (três) pessoas sobre a experiência positiva na sua empresa. Ao passo que um cliente insatisfeito relata para 11 (onze) pessoas sua experiência negativa.
Diante disso, o ombudsman ou ouvidor é um profissional que destaca-se na criação de eficientes canais de comunicação com esses clientes, além de estabelecer um relacionamento com esse cliente/cidadão.
Em seu livro Cultura e Comunicação Organizacional, um olhar estratégico sobre a organização, de 2008, Marlene Marchiori afirma que “a comunicação adquiriu notoriedade no campo da gestão organizacional graças ao seu caráter estratégico, que vem sendo reconhecido especialmente pelas empresas que se propõem a acompanhar as transformações e abrir suas portas para os diferentes públicos com os quais se relacionam.”
E por que acredito que o profissional de Relações Públicas seja o mais apto para cuidar desse setor? Porque o Relações Públicas além de conhecer os seus públicos é o responsável pelo planejamento de ações e estratégias voltadas à comunicação.
Além disso, segundo Marchiori (2008), “o trabalho do Relações Públicas está na criação de um processo de gestão de relacionamentos que estimulem as empresas a evoluir em diferentes perspectivas. A atividade do RP analisa, interpreta e avalia opiniões e expectativas. Portanto, criar, monitorar e avaliar relacionamentos.”
As redes sociais firmaram-se como mais uma forma desses clientes se manifestarem. As organizações se diferenciarão a partir do grau de envolvimento que elas terão com esses clientes/cidadãos.













[...] This post was mentioned on Twitter by Fábio Albuquerque, Anderson Villela, Blog do Villela, Marcia Ceschini, Belle and others. Belle said: Hoje no @blogabordo "A importância do ombudsman/ouvidor para as organizações", por @Andrea__Gomes – nova colaboradora – http://ow.ly/1V70H [...]
Parabéns pelo texto!
E, boa sorte à nova colaboradora.
Abraços,
@alexandre_amc
[...] Diante disso, o ombudsman ou ouvidor é um profissional que destaca-se na criação de eficientes canais de comunicação com esses clientes, além de estabelecer um relacionamento com esse cliente/cidadão. Leia +. [...]
Prefiro a expressão 'Ombudsman'. Um belo exemplo é a da Folha de São Paulo que li no blog do professor Wilson da Costa Bueno. "Não sou apenas eu que devo estar lamentando esta troca e conheço pelo menos uma jornalista que cobra da Folha por esta mudança infeliz. Não é uma jornalista qualquer, mas a Suzana Singer, ombudsman do jornal, que, no comentário de hoje, afirma que “o novo caderno de cultura do jornal ainda não fez jus ao superlativo que carrega no nome. No Ilustríssima, nada é novíssimo, nada remete ao ‘jornal do futuro’, atual obsessão da Folha”. "
Abraços
Mateus
Andrea,
Boa pedida para primeiro texto aqui.
Eu creio que os RPs possam assumir o trabalho de ombusdman com a maior tranquilidade sim, algumas coisas se assemelham e o foco principal é relacionamento.
E conhecer os problemas é a melhor partida para adequar e melhorar o planejamento de comunicação.
beijocas e bem vinda tbm.
Olá, Andrea! Seja bem vinda ao A Bordo! Fico Feliz em ver nossa equipe crescendo! =D
Adorei seu texto!!
Esses dias estava refletindo com um amigo sobre o Reclame Aqui. No site eles tem uma aba chamada: Melhores Empresas, se pararmos para refletir se ela fosse uma das Melhores Empresas com certeza ela não estaria no site. Mas como estamos falando de redes sociais e o que mais vale é o relacionamento, ela tem o total direito de ganhar este “título”. Nesses novos tempos, tudo é possível.
O Ombudsman ou ouvidor, com certeza ganhou mais notoriedade com a chegada da web 2.0, é uma das funções de RP que veio para ficar.
Boa Sorte!
Beijos, Jé (@jerblima)
Agradeço pelo carinho e acolhida junto à equipe do A Bordo! E saliento que essa interação entre nós, comunicadores, tem que ser cada vez maior! Que os próximos posts tenham uma repercussão maior do que esse…
Um abraço a todos!