| Por A Bordo da Comunicação | Mídias Sociais, Notícias e Eventos | 20-05-2010 |
Por Aline Derenzi e Bruna Calandro
No último dia 13, fomos à I Jornada Metodista de Relações Públicas, onde participamos do workshop sobre Instrumentos Virtuais para a Comunicação das Organizações. Todo o workshop foi focado nas redes sociais e na forma como as organizações podem utilizá-las para se comunicar com seus públicos.
Estamos vivendo em um momento aparentemente revolucionário; tudo está em transformação. Logo, as organizações estão mudando suas maneiras de se comunicar com seus públicos. E as redes sociais são fundamentais para este processo.
Tudo começa com o surgimento da internet, que vem como forma de integração rápida e interatividade intensa.
Podemos dizer que a internet tem influências originadas:
Do Movimento Hippie. Origina-se da idéia de que somos todos amigos e que todos podemos nos comunicar.
Do Punk. Parte da expressão “Do it yourself”; pessoas fazem as coisas por conta própria.
Dos Nerds. Criam novas tecnologias, desenvolvem coisas inovadoras.
Na internet não há limite entre o público e o privado, e as empresas que participam das redes sociais não estão ilesas a isso. As organizações que participam dessas redes precisam estar preparadas e ser maduras para utilizá-las.
Podemos citar como exemplo a Nestlé, que não soube como agir com seu público online.
Segundo a revista Época Negócios deste mês, a Nestlé começou a receber críticas em sua página no Facebook depois que o Greenpeace divulgou o video “Have a break?”, revelando pratícas de desmatamento, quando de forma incisiva, a empresa de alimentos tentou fazer com essas críticas parassem. Então, em resposta a essa “ordem”, surgiu o seguinte comentário de um dos internautas: “Participar da mídia social significa abraçar o seu mercado, participar dele e cultivar o diálogo, em vez de passar sermões.” (sic) E a empresa respondeu: “Obrigado pela lição de boas maneiras. Considere-se abraçado. Contudo, esta página é nossa, somos nós que criamos as regras, sempre foi assim”. (sic)
Vemos então, que, cada vez mais, um planejamento detalhado e profissionais especializados são necessários para as organizações evitarem situações perigosas inerentes às redes sociais. As ferramentas e instrumentos virtuais para a comunicação nas organizações não podem ser utilizados de qualquer forma; ações específicas para esses canais de relacionamento são essenciais para que se tenha eficácia e se chegue ao resultado esperado. E não o contrário.
















Se uma coisa que as organizações precisam compreender (ou talvez a principal) para sobreviver nessa "realidade 2.0" é a de que em um ambiente "social" a questão da propriedade de fato se degenera. Onde antigamente havia aquela clara definição de emissor, receptou (ou propietário) hoje dá magem a espaços trabalhados em coletivo, onde não é a organização que constrói aquele espaço, mas a interação e o relacionamento entre aqueles que participam do processo.
Parabéns pelo Blog, muito bacana o trabalho de vocês!
~correção do comentário anterior~ (teclado de faculdade é tenso)
Se uma coisa que as organizações precisam compreender (ou talvez a principal) para sobreviver nessa “realidade 2.0? é a de que em um ambiente “social” a questão da propriedade de fato se degenera. Onde antigamente havia aquela clara definição de emissor, receptor (ou propietário) e que agora dá margem a espaços trabalhados em coletivo, onde não é a organização que constrói aquele espaço, mas a interação e o relacionamento entre aqueles que participam do processo.
Parabéns pelo Blog, muito bacana o trabalho de vocês!
Muito boa a matéria! O caso Nestlé/KitKat mostra que algumas empresas não entenderam a cultura das redes sociais online antes de atuarem nela.
Como disse a Karina, melhor entender os novos termos e significados.
Por isso aconselho sempre a primeiro observar, monitorar e "sentir o clima" antes de sair criando perfis corporativos – que aliás nem sempre são a melhor forma de interagir.
Adorei a parte das influências originadas. Concordo plenamente com os conceitos advindos de movimentos e descrições de grupos.
E o melhor é entender novos termos e significados através de cases e exemplos institucionais.
Ótimo texto Bru!
Ola meninas e bem vinda Bruna Calandro =D
Adorei o post.
Este caso eh um exemplo de que mesmo a gente batendo na tecla de que toda empresa deve aprender a falar com as diversas midias e ter pessoas preparadas para isso, ainda temos casos como este de desrespeito aos clientes (que pra mim sao quem ditao as regras neh)
Parabens meninas
Beijao
[...] This post was mentioned on Twitter by Lívia Brito and Belle, A_Bordo. A_Bordo said: No blog, "Redes Sociais. Quem está ileso?", por @Aline_Derenzi e @brucalandro. Confiram em http://ow.ly/1NNCB #jornadarp #metodista [...]
[...] Redes Sociais. Quem está ileso?: Estamos vivendo em um momento aparentemente revolucionário; tudo está em transformação. Logo, as organizações estão mudando suas maneiras de se comunicar com seus públicos. E as redes sociais são fundamentais para este processo. [...]
Agradeço os comentários!
Realmente é importante a organização estudar as redes sociais antes de criar seu perfil corporativo em alguma delas. Temos diversas opções e nem sempre aquela rede popular é a melhor para interarir com o público da empresa, às vezes, nem a rede é. Por isso é necessário um planejamento e um profissional capacitado para estabeler esse contato com os públicos.
Abraços,
Realmente, ninguém está ileso nas redes sociais. E cada vez mais, vemos exemplos disso, sejam "profissionais" que perdem seus empregos por ter falado coisas que desagradaram suas empresas, sejam empresas que não sabem como lidar com seus clientes e/ou colaboradores online. Que sirvam pra aprendermos e ficarmos mais vigilantes, pessoalmente e ao lidarmos com crises nas empresas onde atuamos.
Um caso interessante é o da Domino's Pizza, no qual, me parece que dois funcionários postaram vídeos na net mostrando a falta de higiene na produção dos alimentos, gerando uma enxurrada de críticas dos clientes – "pizza com gosto de papelão" foi uma delas. Então, a empresa veio a público pela TV e net, e mudou dramaticamente as receitas e o modo de preparo dos alimentos, virando o jogo de certo modo.
Confira melhor o caso neste link: http://migre.me/H4kx
Amplexos comunicativos,
Newton
Agradeço bastante a Equipe Abordo pela oportunidade em participar deste post.
Este é um tema que tem sido bastante discutido, entretando, eu acredito que as organizações ainda não estão certas de quais estratégias utilizar e das ações que devem tomar. Por isso, esse tema precisar ser cada vez mais explorado!
Abraços!
[...] Derenzi e Bruna Calandro, no A Bordo da Comunicação var a2a_config = a2a_config || {}; a2a_localize = { Share: "Compartilhar", Save: "Salvar", [...]
É ai que eu paro e penso.. As empresas estão nas redes sociais, mas na verdade quem realmente está são os funcionários que não sabem como trabalhar nessa mídia.. O que acontece? Catástrofe!
O momento é saber escutar as criticas e pensar pq elas estão sendo feitas, e não ser arrogante.
Um bom complemento pro post da Lih sobre o caso Nestlé que ela citou. Vale a pena dar uma bizoiada: http://blogs.estadao.com.br/link/nestle-responde-...
Amplexos,
Newton
[...] Nestlé. (aqui e aqui) [...]