
É constante a mudança na sociedade de consumo nos últimos anos. Da década de 90 até o início deste século, as organizações possuíam um enfoque nos segmentos de mercado, onde as participações no mercado traduziam o sucesso empresarial. Atualmente, o enfoque se modifica, sendo nos clientes individuais, e o sucesso é avaliado sobre a participação do valor vitalício de clientes prioritários.
Assim, o marketing de relacionamento é a utilização de técnicas de marketing, apoiadas em tecnologia, objetivando a criação de um relacionamento mais próximo com o cliente, buscando sua fidelização. Consiste em identificar clientes, criar e administrar relacionamentos e permear o conceito em todos os ambientes da empresa.
Tipos de Clientes
Os clientes esperam que detalhes sobre o relacionamento fiquem disponíveis para qualquer pessoa da empresa, facilitando o acesso e as interações, e que essas informações sejam utilizadas a favor dele (adequação). Eles se diferem em grau de importância, através da sua relação com a marca. Podem ser divididos em algumas categorias como:
Experimentadores – descobriram a empresa recentemente e fazem compras experimentais dos produtos e serviços;
Compradores – experimentadores satisfeitos com a experiência inicial, e já consideram a empresa como uma alternativa em suas compras;
Clientes Eventuais – ainda não foram inteiramente conquistados;
Clientes Regulares – compram há muito tempo, já foram conquistados pela marca;
Defensores – alto nível de comprometimento com a empresa. Deixariam de comprar produtos e utilizar serviços da empresa somente por graves problemas.
Níveis de vínculo com o cliente:
Vínculo estrutural – cliente e empresa estão integrados pela estrutura;
Vínculo de valor de marca – valor à marca e seus atributos funcionais e emocionais;
Vínculo comportamental – profissionalismo, técnica, dedicação ao cliente, receptividade etc.;
Vínculo pessoal – relacionamento pessoal com alguém da empresa;
Vínculo de informação e controle – os clientes se beneficiam com informações, relatórios, pesquisas etc.;
Vínculo de valor – os clientes adquirem “valor” da empresa. E, sendo assim, acreditam que continuarão recebendo mais (programas de fidelidade);
Vínculo de opção zero – o cliente não tem opção, custos são levados em consideração.
Em muitos casos é menos dispendioso reter clientes atuais do que atrair novos clientes. Os clientes fiéis acreditam que recebem melhores atendimentos, e, por isso, é necessário reconhecê-los e tratá-los de acordo com a necessidade do seu tipo e identificar seu tipo de vínculo com a empresa. As conexões estabelecidas farão com que os relacionamentos se tornem mais contínuos e intensos, dando opção para empresa de intensificá-los ou até cortar os mesmos.
As mudanças das expectativas dos clientes em relação às empresas estão crescendo atualmente. Uma empresa deve ter como ideia principal a segmentação de clientes e não de mercados, através de tratamentos diferenciados na hierarquia de clientes.
Com as atuais tecnologias é possível desenvolver uma boa cadeia de relacionamento através dos dados dos clientes, porém os canais de comunicação devem ser humanizados para atrair e fidelizar seus públicos. O papel da informação sobre o cliente é fundamental quando se fala em marketing de relacionamento, pois através dos dados compartilhados por certos tipos de tecnologia, pode-se fazer o marketing one to one.
Utilização de tecnologia no marketing de relacionamento
O CRM (Customer Relationship Management) envolve capturar dados do cliente, consolidar estes dados capturados em um Banco de Dados Central, analisar os dados consolidados, distribuir os resultados dessa análise aos vários pontos de contato com o cliente (RH, Vendas, Financeiro), de forma a utilizar positivamente as informações.
Como uma das principais vantagens, O CRM possibilita a segmentação dos clientes de acordo com a hierarquia, trabalha com investimentos customizados, reconquista clientes, gera fidelidade ou longevidade dos relacionamentos, avaliação e reavaliação constante dos processos de marketing da organização, pesquisa, aumento da produtividade dos canais de relacionamento, entre algumas reduções das expectativas dos clientes, barganha por preços e decisões incorretas.
O uso da tecnologia permite a redução da papelada, o tempo de consulta se torna mais rápido e o esforço braçal diminui. As informações, além de serem sempre atualizadas, possuem uma segurança em seu acesso através das permissões de compartilhamento.